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HOMILIA NO V DOMINGO DA PÁSCOA A

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos e irmãs, hoje todos somos chamados a edificação do templo de Deus. Este templo de que nos fala o Apóstolo São Pedro, não é uma edificação material, mas por elas é expresso. Temos um belíssimo exemplo disso no episódio da vida de São Francisco, que ouve do crucifixo de São Damião, pequena capela que estava em ruínas, “Francisco, restaura a minha Igreja”. São Francisco o entende de modo material e se põe a reconstruir com as próprias mãos a pequena capela abandonada. Era só o primeiro passo para descobrir que o que Nosso Senhor queria dele era algo bem maior: a reforma do templo vivo de Deus, que é a Igreja nos seus pastores e fiéis, pois a vida cristã naquele tempo urgia por reformas. Ele fez tudo isso na obediência à voz de Cristo que fora depois confirmada pelo Papa Inocêncio III, que viu nele um “obediente” a Deus, pois, como nos ensinou o Papa Bento XVI, tratando dele, toda legítima reforma da Igreja se faz na obediência a Deus e aos pastores postos por Ele à frente da sua Igreja para torná-Lo presente, Ele, o Único Bom Pastor.

Somos chamados a edificar o templo de Deus que somos nós. Nos tornamos templo quando fomos batizados. Lugar da manifestação de Deus em nós e, por nós, no mundo. Neste particular, não há, pois, diferença entre a missão dos pastores e a missão do rebanho do Senhor. Todos somos chamados à mesma tarefa. Todos, pelo Batismo que nos é comum, somos constituídos um povo de reis e sacerdotes. Há porém uma diferença essencial entre os que são ordenados e os que não o são, os fiéis cristãos. Essa diferença essencial não diz respeito a privilégios ou poder mundano, mas indica a diferença de relação com o Senhor de uns e outros.

Tal diferença e semelhança entre os pastores e fiéis, contemplamos na primeira leitura. É o caso das viúvas de origem grega que eram negligenciadas na assistência. Isso gerou, como é de se esperar, vivos protestos. A questão foi levada aos Apóstolos que discerniram ser necessário que outros se ocupassem do serviço da caridade, para que pudessem dedicar-se mais à oração e ao serviço da Palavra que gerava, sempre mais, novos cristãos. São instituídos sete Diáconos, todos provavelmente de origem grega, coisa que se pode deduzir pelos nomes. Estes, escolhidos pela comunidade, após as condições apresentadas pelos Apóstolos, receberam a imposição das mãos e o Dom do Espírito. Eles dedicavam-se também ao anúncio cristão e ao Batismo.

Aqui, dá-se a mútua responsabilidade dos pastores e fiéis na edificação do templo de Deus. Cada qual, à sua maneira, é chamado a interessar-se pelo bem de toda a Igreja, sem nenhuma espécie de mundana disputa pelo poder.

Outro ponto a salientar é que Deus mesmo suscita as soluções para as necessidades que surgem e os Apóstolos, os pastores, discernem e todos são chamados a contribuir. As necessidades surgem e os ministérios são instituídos pelos pastores com o Dom do Espírito. Não há aqui, nenhuma espécie de contenda. O discernimento se dá pela escuta constante do próprio Senhor da Igreja. Por isso os Apóstolos preferem que outros façam o que podem fazer, para que eles possam estar mais tempo com o Senhor na oração e na pregação. Este era o segredo, tão atual como necessário, da eficácia do seu apostolado.

Este mesmo e único Senhor, Jesus Cristo, assim o quis e determinou, para que nós fizéssemos obras maiores que Ele. Isto pode parecer arrogância, mas são suas palavras. Considerada em si, a missão apostólica, de fato, pela insistência de São Lucas em insistir no aumento do número de cristãos, parece ser maior que a do Senhor. Mas só parece. O que o Senhor faz pela sua subida aos Céus não é deixar-nos à própria sorte, mas é esta Ascensão a garantia do Dom do Espírito. Do Céu e conosco o Senhor continua a operar e, a eficácia se deve a Ele e ao Espírito Santo, que nos anima e nunca a nós mesmos. Só a Ele devem ser dadas glória, não a nós, como diz o salmista. Daqui que ninguém deve se arrogar no direito de se vangloriar-se, a não ser nas próprias fraquezas, para que a força de Deus se manifeste, como o experimentou São Paulo. Só n’Ele é que, não só encontramos a salvação, mas n’Ele está também o nosso Caminho, Verdade e Vida. Por isso a religião cristã chegou a ser chamada de Caminho, por indicar o único Caminho de salvação que nos dá o Pai, Jesus Cristo Nosso Senhor, a Pedra Angular sobre a qual nós nos mantemos unidos e na qual somos edificados. Aqueles que o rejeitam, são como pedras descartadas nesta construção por si mesmos, fazendo d’Ele, para si, pedra de tropeço.

Irmãos, chamados a edificar o templo de Deus, oferecendo sacrifícios espirituais a Deus, não sejamos negligentes. Saibamos tudo fazer, unidos ao Senhor, pelo bem da Igreja. Todos os membros da comunidade são chamados hoje a se preocupar e dar a sua contribuição para a solução das necessidades que se apresentam. Pessoalmente também, nossos sacrifícios espirituais se estendem a tudo o que fazemos e onde o fazemos, sempre elevando nossa vida e nosso mundo, pela apresentação a Deus no único Sacrifício que lhe é agradável porque é perfeito, o do Seu Filho morto na Cruz e Ressuscitado para a nossa salvação. Isto o fazemos, quando aqui viemos para a celebração do Santo Sacrifício da Missa que torna presente o Único do Calvário. Aqui, nos unimos ao Senhor que se entrega ao Pai. Com Ele nos entregando, vamos cá na terra preparando nosso ingresso nas diversas moradas que nos são hoje prometidas. Por isso, “não se perturbe o vosso coração”. O Senhor nos antecede e a nós aguarda, mesmo não nos abandonando, mas permanecendo conosco até o fim, como nos prometeu. A Ele toda honra e toda a glória, pelos séculos dos séculos, amém!

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Por Pe. Samuel Pereira Viana

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