Estamos no tempo do Natal. Mesmo devendo ser todos os dias, o Natal é celebrado até os primeiros dias de janeiro. É verdade que para muitos já termina no dia 25 de dezembro, quando deveríamos ter a convicção de que todo dia deve ser um Natal.

Tudo começa com a nossa concepção: Natal como uma data, uma ceia, uma confraternização, um presente, etc. Natal, essa palavra mágica nunca é lembrada como tempo de nascimento. Deus escolheu o caminho de uma frágil e pobre criança para manifestar ao mundo a força da salvação. Todos nós sabemos o quanto é frágil a criança.

Nunca poderemos nos esquecer da necessidade do nosso renascimento; nascer de novo, nos tornarmos como as crianças para entrarmos no reino dos céus. Assim o Natal para nós, cristãos, o nosso Natal consiste nesse processo de renovação ou conversão para uma vida nova. A cada dia poderemos ser mais “natalizados”, transformados, nascidos de novo. Basta nos colocarmos diante do presépio ou de uma criança recém-nascida para recordamos o caminho a ser percorrido.

Estamos a poucos dias do termino do ano. Já se começa a falar na festa de ano novo. Na verdade, é a festa do nascimento de Jesus. No primeiro de janeiro a Igreja celebra a Festa de Maria, Mãe de Deus e o Dia Mundial da Paz. Todo esse tempo até o Batismo do Senhor, na verdade, ainda é Natal.

No término do ano, celebramos as expectativas de uma nova etapa. Tempos de esperança, saúde, trabalho, harmonia em casa, enfim, algo melhor do que aquilo que se viveu no ano que termina.

Na verdade, não existe mágica nem da parte de Deus nem da parte da história. Bom ter presente que, como diziam os antigos, “Deus ajuda, a quem cedo madruga”, isto é, é fazendo o nosso caminho e a nossa parte que estará sempre junto conosco. Por isso, devemos ter muita consciência sobre os desencontros que provocamos no ano que se finda, para que possamos iniciar uma etapa nova.

Não esquecer que não basta um calendário novo. Ele pode até criar expectativas, mas, na realidade, novas devem ser as pessoas. Com atitudes conscientes, pensadas, planejadas, etc.

O que aconteceu? É necessário avaliar, fazer a retrospectiva, elencar as situações que não devem ser repetidas. Olhando para o Natal, é cada pessoa, que, individualmente, deve ser nova. Ninguém muda o outro, a não ser mudando a si mesmo. Poderá haver uma grande frustração em relação ao novo ano, sem a clareza de que novas devem ser as pessoas, quando, uma vez unidas a Cristo, seguem um caminho de ousadia cristã.

Nesses tempos de Natal e Ano Novo, as redes sociais se enchem de mensagens muito bonitas, é verdade. Isso pode ser um ânimo, para um alto astral, sem esquecer das dificuldades e desafios que se farão presentes. Os desafios não devem nos desanimar nessa nova etapa, mas nos impulsionar; somos chamados a ir adiante, avançar; como canta o Padre Zezinho, somos cidadãos e cidadãs do infinito, nascemos no mundo, nesta terra, mas o nosso destino e a nossa realização se encontram sempre adiante, em Deus, para quem Nele acredita.

Deve ser com esses desejos que deveremos iniciar essa nova etapa para 2019, sem repetir, em nenhum momento, os erros do passado, mas desejando viver cada momento como se fosse o único de nossa existência, sem esquecer um momento sequer que a nossa principal missão é amar e gastar a nossa vida a serviço do Reino de Deus.

Assim, certamente, algo será realmente novo. Seguindo um caminho novo, novo será também o nosso ano.

Pe.  João Bosco Francisco do Nascimento
Coordenador Diocesano de Pastoral

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