No Rio de Janeiro, de 09 a 11 de março, aconteceu o Encontro Nacional Especial de Formadores, no Centro de Estudos Sumaré, que teve por tema: “o auxílio psicológico no processo formativo dos futuros sacerdotes”. Para este colóquio de estudos, cujo objetivo corresponde à reflexão da dimensão humana nos diversos seminários do Brasil, foram enviados três sacerdotes da Diocese de Guarabira: Pe. Daniel Lima – reitor do Seminário Propedêutico São José; Pe. Raul Rodrigues – diretor de estudos – e Pe. José Arimatéia Vieira – diretor espiritual e formador de estudos. O encontro reuniu, além de formadores, assessores psicólogos de seminários.

Ao longo dos três dias de palestras, muito foi discutido acerca da instrução e preparo dos novos sacerdotes que atuarão na evangelização e serviço para (na) Igreja. Nos primeiro diálogos, foi abordado o documento Ratio Fundamentalis, com a mediação realizada por Dom José Roberto Palau – Bispo Auxiliar de São Paulo, Titular de Acufida, Vigário Episcopal da Região Ipiranga; o documento destaca a necessidade de um aprofundamento no tocante à instrução de candidatos ao presbiterato, a qual deve ser continuada e de caminho diversificado.

Somado a este diálogo a partir de Ratio Fundamentalis, o assessor Pe. José Carlos dos Santos – Psicólogo – Diocese de Mariana – Minas Gerais, refletiu também acerca da formação psicológica na vida nos seminários, este tópico constitui-se como uma recorrência temática ao longo do colóquio, enfatizando-se a imprescindibilidade do acompanhamento das ciências psicológicas. As referidas áreas científicas contribuem para que o seminarista consiga alcançar uma reflexão acerca da própria vida, a fim de que compreenda a si mesmo como protagonista de sua própria formação humana.

Para tanto, aliar à psicologia aos ensinamentos cristãos exige que os profissionais desta ciência conheçam, de fato, os documentos norteadores da Igreja Católica, a fim de que a formação alicerce-se também na fé. Ademais, a psicologia fornece orientações para a utilização de competências na admissão de candidatos ao sacerdócio: a) a igreja e o discernimento vocacional; b) o bem da própria missão e, ao mesmo tempo, dos demais candidatos, como também, a vocação como configuração do serviço a Deus e à Igreja. Assim, o profissional da psicologia, enquanto atuante no seminário, tem por objetivo ajudar o aspirante ao sacerdócio em sua vida e direcionamento vocacional.

Ao longo do Encontro Nacional Especial de Formadores, ressaltou-se que as virtudes humanas, o equilíbrio afetivo e psíquico, o reto juízo, a verdade, a capacidade de doação de si na relação com os fieis e na vida celibatária são fatores indispensáveis à formação de novos sacerdotes. Preza-se pela estabilidade da própria identidade.

Por fim, faz-se imprescindível uma formação personalizada do candidato ao sacerdócio, na qual o caminho vocacional possibilite a compreensão das dinâmicas humanas e espirituais e que seja capaz de integrá-las e harmonizá-las. Desse modo, preparar-se-á bem para atuar como um sacerdote, consciente e humano, fiel discípulo de Cristo e proclamador da Boa-Nova.

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