As quatro paróquias que constituem a Forania de Areia na Diocese de GuarabiraParóquia de Nossa Senhora do Patrocínio (Remígio – PB), Paróquia Nossa Senhora da Piedade (Arara – PB), Paróquia Nossa Senhora da Conceição (Areia – PB) e Paróquia Sagrado Coração de Jesus (Pilões – PB) – realizaram no último sábado, 05 de maio, uma formação acerca do Ano do Laicato, destinada aos coordenadores, líderes de comunidades e grupos e leigos em geral, exaltando o papel e o espaço que possuem na Igreja Católica, por conseguinte, na evangelização e na propagação da fé no Cristo Ressuscitado.
A formação, que foi sediada e articulada pela Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio, reuniu representantes de todas as paróquias citadas, fazendo-se presentes também os membros do clero da Forania: Pe. José Arimateia Vieira, Pe. Gaspar Rafael, Pe. Alípio Morais, Pe. Joaquim Felipe, Pe. Everson Vasconcelos e Mons. Nicodemos.
Mediada por Ubiratan Freire (membro do Encontro de Casais com Cristo e membro da Pastoral Catequética), a formação correspondeu ao estudo acerca do Documento 105, Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade, CNBB. Refletiu-se, assim, sobre a descoberta da vocação e a missão do cristão leigo na Igreja e na Sociedade; a identificação e a atuação dos leigos, considerando a diversidade de carismas, serviços e ministérios; de igual modo, destacou-se a dimensão missionária da Igreja, os aspectos, os princípios e os critérios de formação do laicato, ressaltando os lugares específicos da atuação dos leigos.
Para o leigo, seu campo específico de atuação é o mundo: “com seu peculiar modo de agir, levam o Evangelho para dentro das estruturas do mundo e agindo em toda parte santamente, consagram a Deus o próprio mundo” (João Paulo II – EA, n. 44). O laicato é uma comunidade diversa, com diferentes atuações no mundo, logo, com rostos diferentes: casais, idosos, mulheres, jovens, por exemplo.
Entretanto, estes mesmos sujeitos, inseridos em mundo globalizado, individualista, excludente, encontram dificuldades múltiplas e estão suscetíveis às tentações da missão, dentre elas: ideologização da mensagem evangélica; redução da Palavra de Deus a partir da ótica puramente social; centralização, por parte do padre, em seu poder pessoal, clericalizando os leigos que também buscam clericalização; organização a partir de experiências espirituais intimistas e individualizantes; e comunitarismo sectário.
Tendo em vista tais dificuldades e a inserção na realidade do mundo globalizado, a Igreja é chamada a ser uma escola de vivência cristã, na qual o projeto do Reino encontra os meios de sua realização e um sinal de contradição para o que não condiz com o plano de Deus; e também como uma comunidade inserida no mundo, mas que abre permanentemente para as urgências dele, através da caridade, ajuda e serviço mútuo, buscando ser uma Igreja “em saída”, de portas abertas para a missão.      Neste âmbito, o laicato tem papel fundamental.            O leigo é convidado a ser sujeito eclesial, isto é, ser maduro na fé, testemunhar amor à Igreja, servir os irmãos e as irmãs, permanecer no seguimento de Jesus, na escuta obediente à inspiração do Espírito Santo e ter coragem, criatividade e ousadia para dar testemunho de Cristo. “A maior parte dos batizados ainda não tomou plena consciência de sua pertença à Igreja. Sentem-se católicos, mas não Igreja” (DSD, 96). Ao conscientizar de seu papel, o leigo pode atuar em diferentes âmbitos, mas em todas, com vocação universal à santidade, são eles: a família, a Paróquia e as comunidades eclesiais, os conselhos pastorais e os conselhos de assuntos econômicos, as assembleias e as reuniões pastorais, as Comunidades Eclesiais de Base e as pequenas comunidades, os movimentos eclesiais, associação de Fiéis e Novas Comunidades.
Assim, por meio dos carismas, serviços e ministérios, o Paráclito capacita a todos na Igreja para o bem comum, para a missão evangelizadora e a transformação social, tendo em vista a edificação do Reino de Deus. Em essência, todos são chamados à santidade, todos são chamados a fazer de seus dons e talentos oblação ao Senhor. Faz-se imprescindível a conscientização do leigo quanto ao seu papel, para que consiga atender ao chamado que é feito por Deus. É preciso que o laicato reconheça que há, para ele, espaço na igreja, há campos a semear e a colher. E, neste sentido, a Forania de Areia mostra-se à frente, porque através da formação realizada, possibilitou aos seus leigos a oportunidade de se reconhecer como homens e como mulheres capazes de se colocarem ao serviço da Igreja, sendo discípulos e discípulas de Cristo no mundo de hoje.

 

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