Conheci o padre Cristiano nos anos 70 já atuando na Região Episcopal de Guarabira. O Papa Francisco fala sobre a santidade que existe entre as pessoas que se encontram próximas de nós. Esta afirmação do papa faz recordar, entre tantas pessoas a figura do padre Cristiano. Alguém que deixou a sua terra, de onde conseguia muita contribuição financeira, mas que dela não se utilizava para nada de pessoal. Tinha uma vida totalmente despojada, de muita simplicidade. O carro era sempre um fusca. Em todas as cidades por onde passou, levava consigo uma preocupação com a vida do povo, sobretudo as pessoas mais pobres. Deixou muitas marcas voltadas para a evangelização: capelas, salões comunitários, grupos de evangelização, formação litúrgica, cursos de canto, trabalhos de mutirão, formação do laicato, etc. Vivia todo o seu tempo preocupado com a vida de modo integral. Sempre muito entusiasmado e atento a todas as situações. Conheci uma senhora que o chamava de BONDOSO.

Depois que o mesmo completou 75 anos, tempo em que se liberou da paroquia, manteve a sua inquietação e foi para a região Norte como missionário vivendo numa realidade de muita pobreza.

Confesso que me assustei quando o encontrei no retiro do clero, retornando para a nossa diocese para residir em Santa Fé pela condição física que aparentava de muita magreza. Logo depois foi acometido pela doença e falecendo no dia 2 de maio de 2016.

Um homem que viveu preocupado com a vida e a fome das pessoas, antecipou a sua pascoa pela má qualidade de vida que estava levando sem a devida alimentação e cuidados de que uma pessoa de 80 anos precisa.

Precisamos aprender sempre com todos os santos e santas sem esquecer os exemplos de santidade que se encontram entre nós.

No dia 2 de maio deste ano (2018) celebramos com os padres da diocese de Guarabira e nosso bispo Dom Aldemiro, em Santa Fé, os dois anos de sua pascoa, agradecendo a Deus pelo seu testemunho entre nós.

Padre Bosco

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