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Purgatório: misericórdia além da morte

Agradeçamos a Deus pela graça da misericórdia no além

OCompêndio do Catecismo da Igreja Católica ensina que: “O purgatório é o estado dos que morrem na amizade com Deus, mas embora certos de sua salvação eterna, têm ainda a necessidade de purificação para entrar na bem-aventurança celeste” (n. 210).

A base bíblica do purgatório está em três passagens: 2Mc 12,39-45; 1Cor 3,10-15 e Mt 5,25-26. Em 2Mc 12,39-45, vemos um texto dos séculos II/I a.C. a narrar a morte, em combate, de soldados judeus muito piedosos, porém apegados a ídolos. Tal fato foi, no contexto, tido como um pecado leve. Daí, Judas Macabeu ordenou que o povo oferecesse sacrifícios pelos recém-falecidos para ajudá-los a se tornarem – no além – puros e receberem, então, a recompensa eterna.

1Cor 3,10-15 fala de tipos diferentes de pregadores da Palavra de Deus: mais ou menos ardorosos. Os realmente empenhados se salvarão; já os relapsos só irão para a glória depois da purificação no fogo. Tal passagem insinua o purgatório, no qual o fogo é um símbolo de algo purificador. Em Mt 5,25-26, Nosso Senhor afirma que há, depois da vida presente (“o caminho”), um cárcere (linguagem figurada para mostrar que o pecado, ainda que leve, é aprisionador) do qual a alma só sairá após ter pagado todas as iniquidades. É outro indicativo do purgatório.

Ora, também, ao longo da Tradição da Igreja, encontramos depoimentos vários de oração pelos mortos a fim de que se salvem. Dentre eles: São João Crisóstomo (In Philipp III,4), Atas de Martírio de Santa Perpétua de Cartago, África (Passio Perpetuae VII), Tertuliano (De anima 51; De exortatione castitatis 51 e De monogamia 10), Cipriano de Cartago (Epist1,2), Didascalia (doutrina atribuída aos Apóstolos, redigida no início do 3º século) etc.

Daí, o piedoso costume de – não só em Finados, mas no ano todo – rezar pelos falecidos (as almas do Purgatório). É o que lemos no Compêndio do Catecismo da Igreja Católica: “Em virtude da comunhão dos santos, os fiéis peregrinos nesta terra podem ajudar as almas do purgatório, oferecendo por elas orações de sufrágio, em particular o Sacrifício eucarístico, mas também esmolas, indulgências e obras de penitência” (n. 211)

Recolhendo tudo isso, o Magistério da Igreja reconhece o Purgatório, conforme expressou, por exemplo, a Constituição Benedictus Deus, do Papa Bento XII, em 1336, o Concílio de Lião, em 1264, o Concílio de Trento, 1545-1563, e o Vaticano II, 1962-1965 (cf. E. Bettencourt. Curso de Escatologia. Rio de Janeiro: Mater Ecclesiae, 1993, p. 53-54).

Falemos da indulgência alcançada pelos vivos em favor dos defuntos. É a remissão – total (plenária) ou em parte (parcial) da pena temporal devida a um pecado já perdoado. É plenária com os seguinte atos internos e externos:  1) Confessar-se bem, rejeitando todo pecado; 2) Participar da Santa Missa e comungar com esta intenção; 3) Rezar pelo Papa ao menos um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e 4) Visitar o cemitério e rezar pelos falecidos entre os dias 1º e 8 de novembro.

Também, quem, no dia 2 de novembro, tendo se confessado, participado da Santa Missa e comungado, rezar o Pai-nosso e o Credo, em uma igreja ou oratório, lucra indulgência plenária pelos defuntos (cf. Manual das Indulgências, n. 13 e 67).

Agradeçamos a Deus pela graça da misericórdia no além, e peçamos-Lhe para viver nosso “purgatório” já aqui na terra, a fim de que, na morte, entremos, de imediato, para a glória celeste.

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