No último dia 11 de novembro, a Diocese de Guarabira inaugurou sua Fazenda da Esperança – comunidade terapêutica voltada ao acolhimento de pessoas que desejam a libertação da dependência química. Na oportunidade, houve missa em ação de graças pela inauguração, celebrada por Dom Aldemiro Sena, concelebrada por demais padres da Diocese e pelo padre Anderson Fontes – coordenador da Fazenda. Carregando o nome de Dom Marcelo Pinto Cavalheira, primeiro Bispo a pastorear a nossa diocese após a ereção canônica, a nossa Fazenda da Esperança está situada na cidade de Guarabira, mais precisamente, no lugar onde funcionou a Comunidade Talita – espaço construído pelo Monsenhor Luís Pescarmona.


A Fazenda da Esperança tem sua origem em São Paulo, na década de 1980, espalhando-se, hoje, não apenas no continente americano, mas também na África, na Ásia e na Europa. Conforme o seu fundador, Frei Hans Stapel, sua gênese aconteceu no meio de uma cultura globalizada, marcada pela secularização e pelo consumo, porém, apesar disso, Deus revelou seu amor para essas pessoas, realizando milagres, transformando-as. Em sua homilia, durante a missa de inauguração, Dom Aldemiro ressaltou que, enquanto comunidade terapêutica, a Fazenda emprega métodos que possibilitam o alcance do seu objetivo principal, são eles: o trabalho, a convivência familiar e a espiritualidade.


Nesse ano jubilar para a Diocese de Guarabira, é uma graça abrir espaço para uma obra como a Fazenda da Esperança, uma vez que permite homens e mulheres terem novas chances ao alcançarem a recuperação, ao mesmo tempo, reconciliam-se com Deus e consigo mesmos. Ademais, ao homenagear Dom Marcelo Pinto Cavalheira, relembramos um sacerdote que soube viver a caridade, amar os pobres e acolher os mais necessitados, um sacerdote cuja vocação, pregação e amor a Jesus marcaram a Diocese de Guarabira. Logo, a Fazenda da Esperança é um exemplo prático do amor-caridade, muito vivido por Dom Marcelo.


Por fim, ao acolher essa comunidade terapêutica, a nossa Diocese busca agir de modo similar ao Bom Samaritano. Há muitas pessoas atordoadas no labirinto dos vícios, as quais necessitam ser vistas e reconhecidas, jamais despercebidas e esquecidas. Diante delas, abrindo nossos olhos para enxergá-las, é preciso compadecer-se, agindo com benevolência e compaixão, concedendo-lhes a oportunidade de encontrar a Deus. Por último, urge a necessidade do cuidado, manifestado no acompanhamento ao longo dos 12 meses do processo de recuperação, mas também, no apoio fornecido à reinserção social dessas pessoas – muitas vezes ofuscada pelo preconceito e pelo descrédito. Assim, a Diocese de Guarabira exemplifica, para toda a comunidade diocesana, um meio de realizar, de fato, a Palavra partilhada e refletida por meio do lema da Campanha da Fraternidade 2020: “viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33-34).

 

Por: Pastoral da Comunicação Diocesana – PASCOM