A Missa foi transmitida pelas redes sociais da Catedral e pelas emissoras de rádio. Foto: Pascom

Na manhã deste domingo (16), o bispo diocesano de Guarabira, Dom Aldemiro Sena dos Santos, presidiu a Santa Missa da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Na oportunidade, o bispo também registrou o encerramento da Semana Nacional da Família – com a presença dos padres da Forania de Guarabira -, e os 37 anos de ordenação presbiteral do padre Adelino – primeiro padre, filho da Diocese, ordenado por Dom Marcelo Pinto Carvalheira.

Em sua homilia, Dom Aldemiro aprofundou o dogma da Assunção de Maria ao lembrar que foi definido como verdade de fé pelo papa Pio XII em 1950: “É dogma revelado por Deus que a Imaculada Mãe de Deus, a Virgem Maria, terminado o curso de sua vida terrena, foi elevada em corpo e alma à glória celestial.”, recordou.  O bispo pontuou que a festa da Assunção é bem mais antiga. Inicialmente, era a festa da “Dormição” de Maria (não se fala de morte) e da transferência de seu corpo para o paraíso. Em Jerusalém já se fazia nessa época uma procissão ao túmulo de Maria.

E meditou sobre as leituras. Trazendo em destaque o Livro do Apocalipse, que descreve a luta incomparável de um dragão pavoroso, símbolo das forças do mal, contra uma mulher indefesa e um frágil menino. Vencerão a mãe e o filho pela intervenção salvadora de Deus. O Canto final: “Agora chegou a salvação” é um convite à esperança. Apesar das forças do mal, o dragão já foi vencido pelo poder de Cristo. Essa “Mulher” representa a Comunidade de Israel, composta de 12 tribos. Mas se aplica também à Igreja e a Maria, de quem nasceu o Messias.

Ainda sobre as leituras próprias do dia, Dom Aldemir refletiu: Novo Adão, Jesus faz da Virgem Maria uma nova Eva, sinal de esperança para todos os homens. (1Cor 15,20-27) O texto é uma longa demonstração da ressurreição. A Assunção é uma forma privilegiada de Ressurreição. O apóstolo não evoca Maria, mas esta leitura na Assunção, leva a reconhecer o lugar eminente da Mãe de Deus no grande movimento da ressurreição.

“A Virgem se constitui em imagem e tipo de Igreja na ordem da fé, da caridade e da união perfeita com Cristo. Maria encarnou em sua pessoa e em sua vida terrena, o ideal de santidade do seguidor de Cristo. Maria Assunta é figura e primícias da Igreja que um dia será glorificada; é consolo e esperança do povo ainda peregrino na terra. É a Ponte da passagem de Israel para a Igreja”, meditou Dom Aldemiro.

Lembrando o mês vocacional, o bispo diocesano recordou que a Igreja também nos apresenta outra pessoa que deve ser UM SINAL DE DEUS no meio do povo e para quem Maria é um modelo a ser seguido: o Religioso e a Religiosa… Como Maria, os religiosos também:

– fazem uma consagração especial: a Deus e aos irmãos…

– devem ser um SINAL de DEUS no meio do Povo…

E finalizou afirmando que esta festa desperta e reforça a nossa ESPERANÇA, porque a vitória de Cristo e de sua Mãe assegura também nossa vitória: nos aponta o destino que Deus quer para todos.

PASCOM – Pastoral da Comunicação