Na manhã deste domingo (31), na Catedral Nossa Senhora da Luz, em Guarabira, o bispo diocesano de Guarabira, Dom Aldemiro Sena dos Santos, presidiu a Solenidade de Pentecostes, ao lado dos padres Kleber e Luis (Catedral Diocesana), André ( Paróquia Santo Antonio) e Adauto (Paróquia de Guadalupe).

Falando para o seu rebanho – conectado pelas redes sociais e emissoras de rádios -, Dom Aldemiro lembrou que com o envio do Espírito Santo sobre os apóstolos, marca-se o início da MISSÃO e o nascimento da IGREJA. “O Espírito Santo transforma profundamente os apóstolos e une numa mesma comunidade de amor, povos de todas as raças e culturas”, disse.

No Evangelho, João situa a recepção do Espírito Santo na GALILÉIA, no anoitecer do dia de Páscoa. Jesus ressuscitado vai ao encontro dos apóstolos, oferece a paz e os plenifica com os dons do Espírito Santo.  O “anoitecer”, as “portas fechadas“, o “medo” revelam a situação de uma comunidade desorientada e insegura. Entretanto, Jesus aparece “no meio deles”. Ele é o centro e a razão de ser da Comunidade. Jesus lhes deseja “a paz” (‘Shalon’). Significa serenidade, tranquilidade, confiança, para os discípulos superarem o medo e a insegurança. Em seguida, Jesus “mostra-lhes as mãos e o lado”. As cicatrizes são memória permanente das torturas sofridas. São os “sinais” da entrega total e amorosa de Jesus na cruz.

E o bispo continua a narrativa mostrando que depois Jesus comunica o Espírito, com o gesto de soprar sobre os discípulos. Com o “sopro” de Deus na criação, o homem de barro adquiriu vida. Com este “sopro” de Jesus, nasce o Homem Novo. E finalmente, Jesus explicita a missão dos discípulos: “Como o Pai me enviou… eu também vos envio…”

“A reação da Comunidade é a alegria, que agora ninguém poderá tirar. Embora as perspectivas de João e de Lucas sejam diferentes, a finalidade é a mesma. Ambos mostram que o mesmo Espírito, que acompanhou a ação missionária de Jesus, continua assistindo a ação missionária de sua Igreja”, encerrou Dom Aldemiro.

Um mais sobre o Pentecostes

Era uma festa judaica muito antiga, celebrada 50 dias depois da Páscoa. Inicialmente era uma festa agrícola, que agradecia a colheita do trigo e oferecia as primícias. Posteriormente passou a celebrar a chegada do Povo de Israel ao Sinai, onde recebeu a Lei de Deus. (Tornou-se a festa da Lei, da Aliança). Lucas queria afirmar que na festa da entrega a Lei de Moisés, recebemos a nova Lei de Cristo: o Espírito Santo. Daí apresentar os mesmos fenômenos do Sinai; trovões, vento forte, chamas de fogo. Várias línguas… quer ensinar que a Igreja é destinada a todos os povos, sem barreiras de língua, raça ou nação. Lembra o episódio da torre de Babel: Lá ninguém mais se entende… a se afastam uns dos outros… Aqui o Espírito inicia um movimento inverso. Todos falam uma língua que todos compreendem. Formam uma única família, onde todos se entendem e se amam. Esse texto apresenta a Igreja como uma comunidade de irmãos reunidos por causa de Cristo, animada pelo Espírito do ressuscitado, que testemunha na história o projeto libertador de Jesus.

PASCOM – Pastoral da Comunicação