Mais uma vez um tema indiscutível está em pauta em meio à grave situação da pandemia:
trata-se do aborto.

Um assunto dessa gravidade jamais deveria ser pensado em hipótese alguma, oito menos ser aprovado.

A igreja do Brasil tem feito a defesa da vida em todos os momentos que esse tema reaparece e assim fará sempre.

Como é possível pensar em interromper a vida de um ser humano que não tem nenhuma
defesa? Como uma mãe que tem a consciência ou deveria ter, se submete a situação tão
criminosa? Muitas ficam marcadas para o resto da vida e não se libertam do passado. Muitas delas foram pressionadas e obrigadas a praticarem o aborto.

A ordem de Deus é “Não Matarás” como todos sabem. No sermão da montanha de Mateus
Evangelista, qualquer ofensa ao ser humano é considerada uma violação a este mandamento exatamente por ser vida um dom precioso e só a ele pertencer. Ninguém é dono da vida. Se fosse teria controle sobre ele. Nós vamos vivendo e nos administrando, mas diante do limite da vida não mais conseguimos superá-lo. Nem o controle sobre um vírus não está se conseguindo ter.
Como diante de tantas situações graves do nosso país se retoma essa discussão sobre o
aborto?

Isso é décima gravidade sem precedentes. Muitas pessoas estão morrendo não só pelo Convid 19, mas por todas as causas e, sem dúvida, sem assistência por causa do caos na saúde.

Como pensar em aborto nesse momento? Quais os interesses? É insanidade? É momento de cuidar da vida. Os que moram na rua; os doentes crônicos; os idosos; os que estão nas
favelas; os indígenas; os que estão nas prisões; os adolescentes em conflito com a lei, etc.
Quem não lembra as crianças desnutridas antes da pastoral da criança? Hoje graças ao
acompanhamento da pastoral, essa situação foi praticamente superada. É tempo de buscar
alternativas para a promoção e defesa da vida e nunca alimentar uma cultura de morte
daqueles que não podem se defender.

O tirano Herodes mandou matar todos os meninos que tinham a idade de dois anos
para baixo com a intenção de matar outra criança que para ele era uma ameaça. O nascimento das crianças hoje não constitui ameaça para ninguém, mas motivo para prolongar a vida. Nada de matança, mas proteção.

A grande preocupação mundial hoje é cuidar da saúde. O executivo, o legislativo e o judiciário precisam estar atentos para essa causa que atinge a todos, isto é, aos próprios também.

A ordem continua sendo NÃO MATARÁS! A vida em primeiro lugar. Aquele que veio para todos tivessem vida, deu a própria vida para que isso acontecesse. Cuidemos uns dos outros, cuidemos das crianças para todas possam nascer e encontrar um mundo melhor.

Por Padre Bosco

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