Uma multidão de devotos tomou as ruas da cidade de Alagoa Grande neste domingo (09) por ocasião da procissão de Nossa Senhora de Boa Viagem, padroeira do município.

 O bispo da Diocese de Guarabira, Dom Aldemiro Sena dos Santos, presidiu a Santa Missa que marcou o encerramento das festividades alusivas a Nossa Senhora da Boa Viagem.

A origem do título “Nossa Senhora da Boa Viagem”, dado à Virgem Maria, remonta aos tempos bíblicos quando, por pelo menos quatro ocasiões, Santa Maria empreendeu viagens, obedecendo à vontade do Pai. A Primeira foi na visita que ela fez a Santa Isabel, mãe de São João Batista, como lemos em Lucas 1, 39-80. A segunda foi por causa do recenseamento. Maria, grávida de quase nove meses, viajou de Nazaré, onde morava, até Belém, onde Jesus nasceu. (Lucas 2). A terceira foi a fuga da Sagrada Família para o Egito, fugindo da fúria de Herodes (Mateus 2, 13-15). E a quarta, quando a Sagrada Família voltou do Egito para Nazaré, após a morte de Herodes (Mateus 2, 19-23). Por causa dessas viagens difíceis e cheias de perigo, que Nossa Senhora enfrentou com fé, amor, paciência e coragem, ela recebeu o título de Nossa Senhora da Boa Viagem. A ela os viajantes recorrem pedindo proteção nas viagens. Assim, seu culto se espalhou por todo o mundo.

No Brasil, a devoção a Nossa Senhora da Boa Viagem foi a primeira a ter um número significativo de devotos. Tal devoção iniciou com os descobridores, que tinham tanta confiança na proteção da “Mãe Santíssima” que, mesmo se ela não os livrasse da morte na solidão do mar, pelo menos ela lhes concederia a paz eterna no céu.

Os pescadores a chamavam de “Estrela do Mar”, de quem esperavam orientações sobre os caminhos por onde navegariam com seus barcos; chamavam-na também de “Estrela do Céu”. Eles também gravavam o nome dela nas popas de seus barcos e preparavam o nicho no castelo da proa para ela, esperando que, com sua proteção, nenhum vento fosse forte o suficiente para conseguir apagar a lâmpada pendurada diante dela.

PASCOM – Pastoral da Comunicação