Na celebração, a Igreja nasce como povo sacerdotal (Cl 1,18) e assembleia santa, congregada pelo Espírito Santo e presidida por seus legítimos pastores (1Cor 12,28), evidenciando sua condição de sacramento da salvação no mundo.

Todo o mistério da Igreja se faz presente e se vislumbra, sob a luz da fé (Ef 5,32), presentes em cada assembleia como sinal celestial como expressa a Sacrosanctum concilium (SC 08).

O Concílio Vaticano II deixou muito claro que as ações litúrgicas não são ações privadas, mas celebrações da Igreja, que é sacramento da unidade (LG 48; AG 1; GS 45), isto é, povo santo congregado e organizado sob a direção dos bispos e seu presbitério. Por isso, cada um dos membros desse corpo recebe uma influência diferente, segundo a diversidade de ordens, funções e participação ativa. (SC, nº 26 e 48)

Contudo, a assembleia que celebra é a manifestação da Igreja de Jesus Cristo (AG 5; Mt 16,18) e atua como sujeito integral da ação litúrgica, como pensava Orígenes: “Quanto a mim, o meu anseio é ser plenamente eclesial”. E aqui está o amor de Cristo ao dar-se na Eucaristia (Jo 6,51), em forma de alimento na Igreja.

“Receita” ou o valor de uma Santa Missa.

Para realizarmos uma Missa precisamos de alguns “ingredientes”:

  1. a)    A palavra de Deus
  2. b)   Altar (a Missa é uma Ceia, precisamos de uma mesa);
  3. c)    Assembleia (no mínimo uma pessoa);
  4. d)   Intenção do que se faz, tanto da parte da assembleia quanto do ministro;
  5. e)    Ministro ordenado (padre ou bispo);
  6. f)     Pão, água e vinho.

Estes são os ingredientes indispensáveis a qualquer celebração eucarística. Contudo, nesta forma sobrenatural por razão, costuma se chamar de “A FESTA NO CÉU”.

Para aclarar o grande valor das celebrações litúrgicas, além do que já foi supracitado, vejamos o testemunho do Padre João Batista Réus:

“Nossa Senhora convida todo o Paraíso para participar da Santa Missa; e todos os anjos e santos A seguem em maravilhoso cortejo até o altar. Os Santos formam um semi-círculo ao redor do sacerdote celebrante e o acompanham até o altar. Lá chegando, estes se colocam atrás dos santos. Outra multidão de anjos cerca a Igreja e cobre os fiéis, impedindo a aproximação dos demônios durante a Santa Missa, em honra à majestade de Nosso Senhor Jesus Cristo. A virgem Santíssima está sempre junto do celebrante, do lado do altar onde é servida a água e o vinho, e onde são lavadas as mãos do sacerdote. É a própria Mãe de Jesus quem serve o celebrante e lava suas mãos. Entre Nossa Senhora e o celebrante, é convidado o santo do dia. Todas as almas do Purgatório também são convidadas pela Virgem Maria e permanecem durante toda a Santa Missa aos pés do altar, entre o celebrante e os fiéis.

Conta o Padre Réus que ele via as almas do Purgatório e verdadeira festa quando grande esperança de libertação. Padre Réus via uma chuva caindo sobre o Purgatório durante toda a Santa Missa. No momento sublime da consagração, quando estas almas veem Nosso Senhor Jesus Cristo em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, sentem um desejo incontrolável de sair daquelas chamas e se atirarem em Seus braços, mas não conseguem, por não estarem ainda purificadas.

Após a Consagração, acontece a libertação do Purgatório, das almas que já atingiram a purificação. Nossa Senhora estende a mão a cada uma delas e diz: “Minha filha, pode subir”.

Na ocasião da oração da PAZ, todos sabemos pela fé, que os anjos saúdam as almas libertadas do Purgatório, abraçando-as. Como fala o Catecismo da Igreja n°. CICat 1475: “Neste admirável intercâmbio, cada um se beneficia da santidade dos outros, … o recurso à comunhão dos santos permite ao pecador contrito se purificado, mais cedo e mais eficazmente, das penas do pecado”.

É um momento de imensa alegria e beleza. Onde estas almas, resplandecendo com a beleza indescritível, adornadas como noivas (Ester 15,5), como anjos, são introduzidas triunfalmente no Paraíso, por uma multidão de anjos, ao som de música (2Crônicas 7,6) e cantos celestiais.

Por fim, na hora da morte, as Missas que tiveres participado serão a tua maior consolação. Toda Missa implora o teu perdão junto da justiça Divina, é o CÉU NA TERRA, como diz o autor Scott Hahn, ex – pastor protestante convertido à Igreja Católica, que escreve o livro “o Banquete do cordeiro”.  Em toda Missa podes diminuir a pena temporal devida aos nossos pecados e diminuí-las mais ou menos consoante a nosso fervor. Participando com devoção à Missa, prestas a maior das honras à santa humanidade de Jesus Cristo. Ele se compadece de muitas das tuas negligências e omissões. Perdoa-te os pecados veniais não confessados, dos quais, porém te arrependestes. Diminui o império de satanás sobre todos nós.

Uma só Missa a que tiveres participado em vida, ser-te-á mais salutar que muitas a que outros participarão por ti depois da tua morte, pois pela Missa participas da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. A Missa preserva-nos de muitos perigos e desgraças que nos abateriam.

Toda Missa diminui o teu Purgatório.

Toda Missa alcança-nos um grau maior no Céu.

Na Missa recebes a bênção do sacerdote, a qual Nosso Senhor confirma no Céu.

És abençoado em seus negócios e interesses pessoais. Amém!

Pe. Heriberto Gomes

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