Os últimos dias nos permitiram acompanhar a 33ª Viagem Apostólica do Papa Francisco, dessa vez, destinada ao Iraque – país do Oriente Médio, chagado por conflitos de natureza política e religiosa, terra simbolicamente marcada como início da viagem de Abraão. O lema que resume a ideia central de sua viagem é “Sois todos irmãos”, que dialoga não apenas com as histórias dolorosas dos refugiados, mas também com o estado de crise sanitária gerada pela pandemia da Covid-19, situações que requerem a solidificação dos laços de fraternidade. Para Francisco, sua ida ao Iraque é “um dever rumo a uma terra martirizada por tantos anos”.O Papa Francisco chegou a Bagdá, capital do Iraque, nesta sexta-feira, 05 de março, respeitando as normas de segurança para evitar contaminação. Durante o voo que o conduziu, recebeu o Prêmio Nacional Italiano de Jornalismo “Maria Grazia Cutuli”, referente ao ano 2021. Dentre o grupo que acompanha o Sumo Pontífice estão: Cardeal Pietro Parolin – secretário de Estado; Cardeal Leonardo Sandri – prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais; e Fernando Filoni – ex-núncio no Iraque, especialista em Oriente Médio e, atualmente, grão-mestre da Ordem Equestre do Santo Sepulcro.A visita inicia-se, justamente, em Bagdá, território que corresponde ao lugar onde viveu a civilização mesopotâmica, às margens dos rios Tigre e Eufrates. Nessa terra, o Papa Francisco peregrina como mensageiro da paz, fazendo jus aos apelos que faz por uma “Igreja em saída” e, mais ainda, exemplificando, a partir de si, seu modelo de Igreja com suas próprias ações. Antes de dar início à jornada de quatro dias, o Pontífice direcionou as seguintes palavras aos iraquianos: “E vou até vocês como peregrino de paz, para repetir: “Sois todos irmãos” (Mt 23,8). Sim, vou como peregrino da paz em busca de fraternidade, animado pelo desejo de rezar juntos e caminhar juntos, também com irmãos e irmãs de outras tradições religiosas, unidos pelo pai Abraão, que reúne em uma só família muçulmanos, judeus e cristãos”.Cabe a todo cristão católico intensificar suas orações pelo Papa Francisco, para que sua missão seja realizada com êxito. De igual modo, cabe também que busque a apropriação do modelo peregrino de Francisco, para que possa atuar como mensageiro da paz no seu ambiente familiar, social e trabalhista, por exemplo, promovendo a paz para além das fronteiras iraquianas.

 

 

Fonte: Vatican News.

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