Vaticano vazio por ocasião da quarentena obrigatória.

Iniciamos com as celebrações de hoje a grande semana, que todos anos tem como objetivo nos fazer mergulhar no mistério da paixão, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Porém, este ano, seremos todos pioneiros, pois os dias grandes de nossa fé, serão vivenciados em circunstâncias jamais experimentadas na história do cristianismo.

O mundo inteiro encontra-se em “quarentena” para amenizar o impacto nefasto do covid-19 nos sistemas de saúde de cada nação. Impossibilitados de participarem das missas para evitar aglomerações, os fiéis de todo o mundo são convidados a rezarem de suas casas, acompanhando as diversas celebrações através dos meios de comunicação.

Sendo assim, em um espírito de recolhimento a semana santa se amplia e ganha verdadeiro sentido: devemos santificar também a quarentena. As casas e famílias, finalmente serão igrejas e santuários domésticos, realidade tão conclamada por nossos bispos. Todos deverão dar razões à sua fé: celebrando em família e meditando no amor de Deus para com o seu povo.

No domingo de Ramos celebramos dois grandes momentos: o primeiro deles é a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém (Mt 21,1-11); o segundo é a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo (Mt 26,14-75.27,1-66). Com os olhos voltados para o nosso Mestre somos convidados a reviver com fé em nossas vidas e famílias, mesmo que sem a possibilidade de participarmos da procissão de ramos e da celebração da Santa Missa.

Que o Cristo Senhor, possa ser verdadeiramente acolhido na intimidade de nossas casas e famílias. Eis que hoje, vem ao nosso encontro o Salvador; devemos aclamá-lo com alegria pois Ele vem revestido de humildade para nos dar a verdadeira vida.

Padre Demétrio Morais – Direto de Roma

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